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sábado, 11 de setembro de 2010

Sobre manter as aparências...

Ontem eu fui ao Narcóticos Anônimos... Um grupo de adictos à substâncias de caráter viciativo (nóias) do centrão de São Paulo... tipo, menos de 2 kilômetros do que gente direta o bastante chama de Bairro da Cracolândia. Surreal.
Primeiro de tudo, eu fui acompanhada da minha madrasta Luciano e da minha mãe, Débora.
Eu já havia ido num grupo lá do subterrâneo daquela igreja da Santa Cecília, mas era o AA, então não tinha muita gente no grupo, mas no grupo dos "adictos à substâncias de caráter viciativo", dava pra encher a sala de uma universidade...
Aquela amiga do MV Bill estava lá pra dar o depoimento dela... Ela dizia coisas do tipo: "Eu já penhorei a minha vida na biqueira por uma pedra de 5 reais, meu pai me estuprou, meu tio me comeu, eu já peguei raspas de pedra de cachimbo de tuberculoso por causa do vício, morei 12 anos nas ruas, eu ia presa toda semana, já fui estuprada mais de 30 vezes enquanto morava nas ruas...". Um outro cara falou que já havia matado dois filhos dele por que batia na mulher dele grávida quando estava louco de pedra, já havia colocado uma metralhadora na cabeça da esposa, roubava, assaltava todo dia... O mais engraçado, era ver a cara dos veteranos daquele grupo pra mim... Tipo, eu estava com a minha mãe, meu padrasto costuma ir lá com meu pai e talz, pra escutar umas histórias junkies e se sentirem a Marla do Clube da Luta... Mas se eu estava com aqueles dois, a drogada do trio só poderia ser eu! Mas whatever... a sensação daquela situação foi até engraçada...
Sabe quando você fica imaginando o que se passa pela cabeça das pessoas quando elas ficam olhando fixamente pra você? Eu até fiquei pensando se eu iria com o cabelo solto e sem alargador... Tipo, não é bom ficar dando bandeira de mais, ter cara de doidona de mais... Você pode até ter certas opiniões, fazer certas coisas, pensar de certas formas... Mas você as vezes não pode dar muita bandeira disso... Certas situações requerem certas discrições, comportamentos, blá, blá blá... (é quem diria que vocês leriam isso aqui, não é mesmo? haha....) Ficar querendo revolucionar todo o tempo cansa, vai ficando chato, cliché, imbecil, cafona... e outra coisa... existe um posto policial bem em frente ao N.A... Tipo, não sei se toda a paranóia vivida por aquele povo (segundo eles "no passado") passou pra mim... Mas eu me atentei com outros olhos à esse detalhe da polícia... Afinal de contas, uma cara igual a minha é fácil de se lembrar... "A menina que anda com aqueles outros dois (Jorge e Elisa), entrou no N.A hoje".

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