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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Adorando Íris (a Grande)

Eu, um dia, em uma conversa trivial antes de dormir, à uma distância de uma infinidade de milímetros... em baixo, ao lado da cama dela, em um travesseiro diferente do dela, com um edredom que cobriria à mim, e não à ela... Ela se cobrira com outro...
- Eu não amo demais. As vezes amo bastante, mas nunca demais. Nunca consegui.
Ela me olhava com dó, piedade, aversão, dúvida, desentendimento, estranhamento... Bem, na verdade, eu não sei classificar que tipo de olhar ela me lançava naquela hora.
Uma pessoa com as genitais do ego quase que mutiladas de tão viciada em masturbação...
Gente desse tipo se apaixona por situações, pelo curso que elas percorrem. Entra e sai rápido de relacionamentos de pouca intensidade. Gente desse tipo se apaixona pelo poder que elas passam à ter sobre as pessoas que ela conquistou, e não pelas pessoas conquistadas em si. Quanto mais difícil você se tornava para quem te desejava, quanto maior fosse a entrega delas à você e quanto maior poder da situação você conseguisse... Esse era o objetivo. Envolver pessoas até o limite sem se envolver. Fazer as pessoas odiarem umas as outras por sua causa, perturbar o sono delas, ver cenas de ciúme incontido... Ser amada incondicionalmente por todos sem amar ninguém. É um vício.
Vício.
"E você já viu algum viciado parar de ser viciado?! Viciado que é viciado nunca para com as drogas! Viciado que é viciado substitui!" - Palavras da Elisa.
Você é adicta à uma coisa até encontrar outra que te prenda de forma mais intensa... Uma coisa que te faça provar sensações das quais você se torne dependente como jamais foi com nenhuma outra coisa...
Agora você é uma viciada real... passa à amar mais seu objeto de vício do que à si própria... Perde o orgulho, perde o hedonismo, perde o egoísmo, perde o narcisismo... Ganha tudo o que você desejava: Amar demais.

In you I see dirty
In you I count stars
In you I feel so pretty
In you I taste God
In you I feel so hungry
In you I crash cars... We must never be apart.

domingo, 12 de setembro de 2010

Sujeira...

Eu gosto do silêncio que procede e em que são ditos os versos:
The world is a vampire...
Sent to drain (ain ain)...
Um dia me disseram no maior silêncio do mundo também: "Você é carente." E daí eu decidi acabar com aquela aparência ridícula que eu tinha mania de estampar na cara, quando alguém me dizia algo que fosse verdade, mas que eu não queria assumir...
Faz de conta saca? e as coisas ficavam melhores para a reputação, ficavam piores para as situações, ficavam melhores pro ego, ficavam piores para a comunicação entre as pessoas depois, ficavam melhores pro histórico legal de se ter, ficavam piores para confiança das pessoas ficavam pra trás e das que vinham depois também...
O problema é ter o nome sujo. Não ter mais crédito... Isso te fode.
Daí você tem que começar à fazer cara de quem concorda, quando te dizem alguma coisa que te mostra uma verdade... Mas não é o suficiente... Pessoas não-orgulhosas sofrem menos risco de adquirir um câncer no futuro... E pelo seu bem, um dia você dá o braço à torcer...
E dói.
Anyway... Aprender à perder, pra quem não sabe... Deve ser muito mais trash do que aprender à cuidar melhor da saúde futura...
Mas trash de verdade também, é se mostrar capaz das coisas que as pessoas realmente não acreditam que você seja...



sábado, 11 de setembro de 2010

Descrença...


As vezes eu sou obrigada à não acreditar nas coisas que eu ouço... E vocês? Também né?
Ufa! Thanks! isso me tranquiliza bastante (não).

Intensidade, falta de

Então... eu começaria à cantar Unison : One hand loves the other... So much and me... born... stubborn me... Will always be... before you count, one two three... e talz...
E eu diria que estou sem ânimo pra fazer nada agora... e depois... Só de queimar tempo o mais rápido possível nesse tédio aqui mó longe e talz...

Sobre manter as aparências...

Ontem eu fui ao Narcóticos Anônimos... Um grupo de adictos à substâncias de caráter viciativo (nóias) do centrão de São Paulo... tipo, menos de 2 kilômetros do que gente direta o bastante chama de Bairro da Cracolândia. Surreal.
Primeiro de tudo, eu fui acompanhada da minha madrasta Luciano e da minha mãe, Débora.
Eu já havia ido num grupo lá do subterrâneo daquela igreja da Santa Cecília, mas era o AA, então não tinha muita gente no grupo, mas no grupo dos "adictos à substâncias de caráter viciativo", dava pra encher a sala de uma universidade...
Aquela amiga do MV Bill estava lá pra dar o depoimento dela... Ela dizia coisas do tipo: "Eu já penhorei a minha vida na biqueira por uma pedra de 5 reais, meu pai me estuprou, meu tio me comeu, eu já peguei raspas de pedra de cachimbo de tuberculoso por causa do vício, morei 12 anos nas ruas, eu ia presa toda semana, já fui estuprada mais de 30 vezes enquanto morava nas ruas...". Um outro cara falou que já havia matado dois filhos dele por que batia na mulher dele grávida quando estava louco de pedra, já havia colocado uma metralhadora na cabeça da esposa, roubava, assaltava todo dia... O mais engraçado, era ver a cara dos veteranos daquele grupo pra mim... Tipo, eu estava com a minha mãe, meu padrasto costuma ir lá com meu pai e talz, pra escutar umas histórias junkies e se sentirem a Marla do Clube da Luta... Mas se eu estava com aqueles dois, a drogada do trio só poderia ser eu! Mas whatever... a sensação daquela situação foi até engraçada...
Sabe quando você fica imaginando o que se passa pela cabeça das pessoas quando elas ficam olhando fixamente pra você? Eu até fiquei pensando se eu iria com o cabelo solto e sem alargador... Tipo, não é bom ficar dando bandeira de mais, ter cara de doidona de mais... Você pode até ter certas opiniões, fazer certas coisas, pensar de certas formas... Mas você as vezes não pode dar muita bandeira disso... Certas situações requerem certas discrições, comportamentos, blá, blá blá... (é quem diria que vocês leriam isso aqui, não é mesmo? haha....) Ficar querendo revolucionar todo o tempo cansa, vai ficando chato, cliché, imbecil, cafona... e outra coisa... existe um posto policial bem em frente ao N.A... Tipo, não sei se toda a paranóia vivida por aquele povo (segundo eles "no passado") passou pra mim... Mas eu me atentei com outros olhos à esse detalhe da polícia... Afinal de contas, uma cara igual a minha é fácil de se lembrar... "A menina que anda com aqueles outros dois (Jorge e Elisa), entrou no N.A hoje".

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Planos malévolos...

Gente que é esperta de verdade, me faz tomar todas num dia, só pra ficar mais fácil de me raptar no dia seguinte... Que é tipo assim, hoje... dia do sexo saca?...

sábado, 4 de setembro de 2010

Auto - retrato



Sempre achei chato ler poesias...
Sempre achei de uma sensibilidade falsa essa de recitar poesias, e escrever tudo o que "vêm do coração", em um tipo de texto de métrica já delimitada... Tipo, rimas, número de frases, estrofes "etecétera e tal"...
Como pode o suposto coração se expressar de forma tão limitada?
Eu odeio grosseria...
Me sinto mal pela grosseria alheia... Dá uma impressão de desconhecimento de civilização. Daí essa estranha sensação de mal estar diante de um ato grosseiro, me leva à ser educada de mais, e as vezes até sem necessidade... Tipo: Por favor, você pode me emprestar minha caneta? Outro dia, eu estava na fila do banco, - muitos officie boys, gestantes, idosos, deficientes físicos, gente parindo e todo o tipo de pessoas que tinha o direito de passar à minha frente - e um cara saudável, de aproximadamente trinta anos, alto, pesando quase uns 100 quilos, com pinta de rato de academia, CPF n°: 123.456.789-10 e RG 12.345.678-9, pisou demoradamente sobre o meu pé causando-me muita dor...
- AAAAAiiiiii, você pisou no meu pé! sorry...
Eu nunca pensei que eu tivesse a capacidade de escutar música sertaneja romanticazinha, e tipo, várias e várias vezes...
Eu sempre fui do tipo de pessoa chatíssima pra música, Sabe daquelas que só escuta coisas que nenhuma pessoa ocupada o bastante na vida conhece? Pois é. Eu fui fã de Lush aos 8 anos de idade... E pouco tempo atrás eu ficava horas em frente ao pc procurando bandas de folk-lounge francesas, que se inspiravam em instrumentos indianos para compor álbuns...
Eu fiquei muito sensível à certas coisas depois de refletir a lot, sobre o rumo que tomou a vida de um ex professor meu... Esse foi o cara que esculpiu a frase "Sair do senso comum" na minha cabeça... Quando eu enfim for uma cientista religiosa com meu doutorado em antropologia da religião em mãos, eu publico meu primeiro artigo sobre o assunto com uma nota de agradecimento à esse cara por ter feito parte da minha formação...
Eu costumo responder à situações e frases que eu escuto, com alguma coisa que esteja vagueando na minha cabeça... Exemplo: Sempre que vejo aquela florzinha vermelha - acho que de veludo - da Tamiris, de colocar no cabelo, eu me lembro acho que da primeira cena do Kama Sutra: A Tale Of Love, em que a Maya vê a explicação de uma parte do livro Kama Sutra, por uma professora de dança, que percorre os pés de uma de suas alunas com uma flor e tal... É, acontece coisas estranhas na minha imaginação à toda hora...
Eu gosto de lugares arejados e que ventem bastante... Eu gosto de tomar chá na minha varanda, Eu acho que uma das coisas com as quais eu tive uma identificação maior até hoje foi com o Le Tone...
Eu gosto muito mesmo do Le Tone...
Eu sempre acho que termino meus textos de forma vazia, cliché e previsível...